Durante o curso de Moda, pagamos uma cadeira de Processos criativos, que tem por objetivo inicial: estimular (pressionar) nossa criatividade – Dã!.
Fazendo o sketch book, depois da fase de colar/desenhar inspirações, a professora nos orienta a começar a idealizar croquis. É escolhido um tema, dado e tempo, e nesse (curto) intervalo, você desenha o máximo que sua habilidade/criatividade permitir.
O tema escolhido pela turma foi Japão. Nós fazemos um brainstorm e a partir daí começando a produzir. Sim, meus croquis ficaram um desastre, e tenho o velho hábito de no desespero me ater às referencias mais obvias.
Ao chegar em casa, fui pesquisar um pouco, e acabei lembrando do tanto de referencias que apareceram sobre o Japão nas ultimas semanas de moda. Inclusive, durante o Dragão Fashion, Lindebergue Fernandes e Lino Villaventura mostraram modelos que tinham essa referencias de forma bem literais, com o uso de quimonos.
Porém, usar um tema especifico para montar uma coleção, não necessariamente nos obriga a ser muito literal. O orientalismo apareceu em desfiles como da Prada, Mulberry, Hermès, Chanel, Emilio Pucci, com referencias enaltecidas por detalhes, como tecidos luxuosos e acetinados, flor para lembrar as cerejeiras planta bem característica do Japão, e claro por meio de modelagens com inspirações nipônicas, bordados, ombros e decotes arredondados.
Para aliviar qualquer produção estereotipada, as marcas, em especial brasileiras, como Herchcovitch, Oh Boy! e Andrea Marques trouxeram uma versão bastante usual, com comprimentos mini, alfaiataria minimalista, cortes assimétricos criando assim, um ar japonista mais fresco e atual.
Em minhas pesquisas, achei muito legal mencionar aqui o uso do Obi, que apareceu em alguns desfiles. Para quem não sabe, o Obi é essa faixa que é usada na cintura, muito marcante na cultura japonesa, mas que nessa nova versão veio para dar um estilo lady like às produções.
É isso nerd’s. Vocês gostam dessa moda com referencias a culturas e etnias, ou preferem roupas com conceito mais urbano e globalizado? Não deixem de comentar aqui embaixo. Beijos, nisseis!
Eu amo essa tag, acaba virando um pequeno post repleto inspirações. A pergunta que fica no ar: Por que então demorar tanto a fazer mais dele? Bem, nerd’s, montagens legais, que nos deixem seguras o suficiente para publicar, é um tanto difícil. Sem dúvidas, um dos maiores problemas do blog, são as edições, porém, estou com o intuito de diminuir um pouco isso, e postar mais coisas que os agradem.
Voltando ao por que não… Ficamos com algumas ideias para mostrar aqui a algum tempo, como a sombra vermelha. Vocês acham usual? Ela de fato dá um efeito muito impactante ao rosto, mas convenhamos, não é muito fácil de achar. Continuando a parte de beleza, achamos incrível a ideia de investir em adereços para os cabelos, dando um toque de feminilidade sem igual.
Na parte musical, um salve para o novo álbum de Daft Punk, que lançou esses dias, e já deixou muitos loucos, com vontade de ouvir mais a play list. Para terminar, essa produção que brinca com proporções. Gostaríamos muitos de saber a opinião de vocês, já que nos intrigou um pouco, mesmo que positivamente.
Dentre todas as produções do Dragão Fashion, acabamos por esquecer de publicar a que usamos no último dia do evento. Peço desculpas antecipadamente pela qualidade das fotos, e pela quantidade extremamente limitada, se vale de conforto para a gente, tentamos! Shaush
P.S.: Blogueira com preguicinha de procurar as peças e dizer detalhes da nossa escolha, quem sabe rola um UPDATE, ou respondo nos comentários. Beijos nerd’s.
Hoje é um dia mais que especial, afinal é o dia das queridas mamães de plantão. Como todos nós amamos esses seres graciosos (eu sendo fofa!), eu e a Victoria, resolvemos selecionar algumas mães fashionistas mundo a fora, que mostram um estilo marcante ao longo do tempo e em várias idades.
Quem de nós, não teve a mãe como referencia ou fonte de inspiração, ou simples arquivo fashion, para roubar aquele salto, batom, ou blusa, sem prazos de entrega na hora que mais precisávamos? Pensando nisso, e em toda formação que fomos criando ao longo da vida, eis aqui, grandes mulheres, mães, ícones da moda, que de alguma maneira, faz com que prestemos atenção nelas e nas suas escolhas.
Dentre as escolhidas, nada mais justo que começarmos com nosso exemplo de elegância, que é a Constanza Pascolato. Outro estilo marcante, e com muitas referencias do estilo parisiense, tem a Emmanuelle Alt, a editora da Vogue Francesa, que exala discrição e charme, sem precisar ousar muito, investindo em roupas mais clássicas e até básicas. As queridinhas dos sites de Street Style (e do meu Instagram), a Lena Perminova e a Miroslava Duma, exibem produções ousadas e não tem medo de aproveitar o melhor que a moda tem para mostrar. É de se entender por que então, estão sempre a frente de algumas referencias de moda, e são usadas em muitas ‘definições de tendências’ em blogs espalhados pelo mundo. Um salve para as produções da Miro, que estão sempre adequadas a sua altura, não deixando de investir em peças longas, mídi… Enfim, o segredo é se conhecer, e a partir dai observar o que fica bom ou não no seu estilo de vida, corpo, e claro, gosto.
Não vou entrar em muitos detalhes, acho que o importante é admirar sempre o que é belo, e o que pudemos aprender de melhor com nossa mãe, e com as outras que passaram algumas dicas para o nosso dia-a-dia. O especial de hoje, são elas, e a elas, dedicamos esse post. Às mães que nos acompanham, tudo de mais maravilhoso e muitos achados para as embelezarem ainda mais com o passar dos dias. Já as filhas, bem, encham esse ser de carinho, que possivelmente, poderás pegar emprestado aquele brinco tão incrível que ela tem guardado, e não te deixa usar, por medo de você perder! HaHahAha
Beijos nerd’s!
Sabe aquela história que a primeira vez a gente nunca esquece? Bem, esse post reflete toda emoção de um momento em que ficamos extasiados no Dragão Fashion. Mas antes de ir direto ao ponto, vou contar um pouco de como isso tudo começou.
Ano passado, no meu primeiro Dragão, lembro bem da Victória me procurando ofegante dizendo: - Camel, onde você estava? Te procurei muito no último desfile, você não vai acreditar quem eu vi, e eu guardei um lugar para você do lado dele, mas não te achava. O Giovanni Frasson!
Oportunidade perdida, mas não desistida, fez com que nós, durante um ano, suspirássemos com essa ideia de ficar perto do diretor de moda da Vogue e se possível absorver por osmose um pouco de sua genialidade.
Eis que o Dragão 2013 é anunciado, e nós só cogitávamos a ideia de cruzar com o Frasson novamente. Três dias vendo-o a distancia, sem saber se era ou não o momento de chegar, quais perguntas fazer, como aborda-lo… Não sei, em meio a dúvidas e atitudes impulsionadas pela emoção, com muito orgulho estou aqui para mostrar a vocês, nossa entrevista com o Giovanni.
A Vogue está comemorando 38 anos, e acredito que tudo isso ornou de maneira espetacular para que crescêssemos enquanto blogueiras/estudantes/admiradora de revistas e também, em termos de vivencia, pois em poucos minutos, o Giovanni Frasson partilhou suas experiências de maneira indescritível.
Como era seu dia-a-dia com a Regina Guerreiro?
Horário para entrar, sem horário para sair. Trabalho, trabalho, trabalho. Muita pesquisa, afinal, tínhamos que entender tudo aquilo que ela tinha desejo de fotografar e em mente. Por exemplo, tínhamos que saber que cor era cinza fumaça em tom surdo. O que é isso? É um cinza esfumaçado, apagado, sem brilho. Simples, quando a gente traduz, mas quando ela dizia, precisávamos saber. Sem dúvidas, foi uma experiência única e que repetiria tudo. Trabalho muito, quase 18 horas por dia, com ela a carga horária era maior, mas em que aprendi muito.
Uma última experiência que vem te inspirando muito em seu trabalho?
Eu na verdade gosto muito de viajar para lugares não normais, por exemplo, Namíbia, Tailândia, Marrocos, Egito(…), porque são culturas completamente diferentes, aonde você parece estar numa sala de aula aprendendo. Então, de acordo com essas experiências eu vou guardando essas informações em minha mente para usar de acordo com que me é necessário. Digo que o conteúdo bastante vasto é importante, e tudo que vivemos vira, no final um quebra cabeça, que vamos montando de acordo com o que temos. Então quanto mais absorvemos, melhor. É imprescindível para uma pessoa que quer seguir no ramo da moda, conhecer de filosofia, arte, música, história da moda, da arte, colorações, desenho do corpo, geometria… Tudo isso deve estar guardado para ser usado na hora certa. É tal como o corpo humano. Se você passa alguns dias sem comer, o organismo vai começar a buscar suas reservas e o mesmo ocorre com a mente, sua reserva deve ser muito grande e buscar abastecê-la sempre, pois como o corpo, uma hora, tal reserva vai acabar.
Pelos anos em que você participa do Dragão, já conseguiu perceber se pode sair daqui, a partir das mídias, alguém com a visão inovadora e espírito Vogue de editoras como a Vic Ceridono, Barbara Leão…?
Entre tudo isso, existe o principal: que é o desejo de perfeição, da qualidade, do que é bom, do que é novo e o que é desejável, e isso é Vogue. Se você tem desejos de seguir os caminhos da Vogue, esses são seus principais mandamentos. Não serás imperfeito. Não buscarás coisas sem qualidade, e isso não é sinônimo de ser caro, mas sim, bem feito. Eu por exemplo compro minhas toalhas aqui no Ceará. Pode ser uma mão, pode ser caro, detalhista, pode demorar, mas é perfeito. Pode ser uma chita, se for bem modelada e que desperte o desejo do consumidor, não tem problema em ser chita. A qualidade é que desperta a visão do novo.
Não podíamos demorar tanto, senão provavelmente algum de nós sairia chorando. Não sei se consegui passar tudo tal como sentimos na hora, mas devo ressaltar que foi um estimulo e tanto para todos que estavam ouvindo um pouco das nossas perguntas a buscar sempre mais e melhor. Eu já decidi, um livro por semana, já que as fronteiras do Brasil ainda não me são possíveis atravessar. É isso, enquanto estudante de moda ficamos muito impulsionadas a buscar mais de nós mesmos, mas e vocês, o que acharam da matéria? Que maneiras vocês encontram de abastecer suas reservas culturais?